Crônica e arte: uma relação íntima

O universo se constitui de uma imensidão de elementos que ora se entrelaçam, ora se dispersam, ora nem sequer se encontram. Elementos mundanos são fonte viva do movimento, da força que move as relações, as ações e os pensares humanos. A arte de levar em consideração esses tais elementos e enaltece-los a ponto de os significar e dar sentidos aos mesmos pode ser reconhecida no papel desempenhado pelas crônicas.

 

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Um amargo chocolate, uma caneta e um bom café são ingredientes essenciais para fazer crônica-arte. (Imagem: Reprodução / Pixabay).

A crônica nada mais é do que uma produção artística que induz o intelecto tanto de quem a produz quanto de quem a lê, a sentir sensações, sejam elas de origens mais diversas. Deste modo, fazer crônica é possibilitar a consciência em trabalhar os sentimentos humanos, e sobretudo, seu olhar crítico e reflexivo. A arte desse tipo de escrita é profícua, pois, traz sentidos por meio de uma narrativa fluida, cotidiana, mais próxima de nós. E isso por si só já é arte, ou fazer arte.

Perdura-se uma relação íntima entre as esferas da produção da crônica e a arte em si, mas ambas ao mesmo tempo se integram em um mesmo organismo, o do ser artístico. Ser arte e fazer arte é dar vida a esse ser artístico que se encontra em cada um de nós. Quando fazemos algo que nos faz bem provocamos o despertar de nosso ser artístico. O que produzimos artisticamente é fruto de um esforço cognitivo e sensível do nosso eu.  esta dinâmica faz com que exercitamos as nossas percepções e os nossos sentidos.

Com as histórias mundanas do cotidiano, as entrelinhas das crônicas se imergem em um universo muito próximo de nossa realidade. Os sentidos provados por essa ação promove reflexões, analogias e indagações acerca das questões que estão inseridas no texto da crônica. O Entrelinhas Poéticas, como uma plataforma de concebimentos da arte, diz sobre as crônicas, um gênero que mergulha no viés jornalístico, artístico e sobretudo,  humano. Chamaremos essa deliciosa união de crônica-arte. assim, junto, como um somente corpo, um só ser.

 

Por Lucas Afonso de Souza

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