A arte do compartilhar

Compartilhar: Este verbo é muito plural em seu significado, pois, podemos compartilhar inúmeras coisas diferentes. Pode-se compartilhar: amor, solidariedade, moradia, informação, serviços, novidade, conversa, enfim, o compartilhar é para mim, uma arte. Arte em que o ser humano pratica o ato de partilhar, isto é, promover uma troca em que se estabelecerá algum tipo de relação. Sendo assim, acredito muito nesta ação do compartilhar, principalmente quando se objetiva promover o bem.

Compartilhar é humano, pode ser benéfico. Se idealizado com coerência, faz bem. Quem se relaciona de alguma forma com a arte e com os inúmeros estilos de se produzir arte, de certa maneira está compartilhando algo. O simples fato de produzir arte depreende em que se compartilha arte. Um músico, cantor, dançarino ou mesmo ator permite com o seu trabalho designar um modo de comunicação que possibilita a quem contempla a arte o ato de compartilhar as emoções e sentimentos emanados no trabalho desenvolvido pelo artista.

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O compartilhar é assim: uma mistura de tonalidades, de cores e de texturas. (Imagem: Reprodução / Pixabay).

As imagens são poderosos elementos que compartilham uma imensidão de informações e sentidos que se permeiam nas dissonantes formas de representação. Sobre a pintura, permite-nos perceber em que os traços de cores apresentados na tela nada mais são do que o resultado de uma obra. Uma obra constituída por um processo de trabalho desempenhado pelo pintor, o qual provavelmente pensou na melhor forma de compartilhar a sua arte com alguém. O mesmo ocorre com o fotógrafo, que exerce um esforço em prol do melhor produto de captação ou que simplesmente registra algum momento, e assim partilha as nuances pensadas, podendo elas ser utilizadas na compreensão da foto.

Mas, algo que se destaca há muito tempo no compartilhar, não desmerecendo as outras artes, é a escrita. Presente há milhares de anos, a escrita é um meio de comunicação, o qual desempenha papel fundamental no compartilhamento de saberes, informações e pormenores dos seres humanos. Ela, muitas vezes utilizada para disseminar a fé, a exemplo do alcorão e da bíblia, mantém uma relação de poder. Possibilita a relação entre autor e escritor que nada mais é formada pelo mecanismo da comunicação, em que um emissor transmite, a priori, uma mensagem para que um receptor a receba. Entretanto, essa relação não se encerra quando o receptor recebe a mensagem, pois, ao compreender o sentido da mesma, este sujeito pode dialogar com autor.

Assim, aproximando-se com este exemplo de comunicação, o ato de compartilhar também se perfaz por diálogos. Quando alguém compartilha algo, não se objetiva findar-se o conteúdo ali compartilhado, mas sim dar continuidade ao sentido do conteúdo. Destaca-se a essência da arte de compartilhar, que é justamente a ideia de seguimento, de continuação dos pensamentos propostos. Portanto, ao se compartilhar sentidos, concede-se a promoção de ensinamentos que podem ou não fazer com que os indivíduos conheçam, reconheçam ou se reconheçam em discussões que não diz respeitos aos seus ideais.

 
Texto produzido por Lucas Afonso de Souza no post especial de 1 ano do Blog Com Lucas Afonso .
Por Lucas Afonso de Souza.
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